Pedagogia Espírita – 1 – Introdução

Paralelamente às diversas correntes filosóficas existentes no mundo contemporâneo, encontramos a Doutrina Espírita, tão abrangente quanto profunda, merecendo um estudo mais detalhado dentro da área acadêmica. O Espiritismo cobre aspectos filosóficos, científicos e religiosos da vida humana em seu arcabouço doutrinário, além de ter um forte viés educacional.

Quando se fala em Educação Espírita, pensa-se logo na questão da laicidade da educação. Ora, neste ponto salienta Herculano Pires que o Espiritismo firmou-se como doutrina – como uma concepção do mundo e do homem devidamente estruturada em princípios filosóficos – em meados do século XIX (2004, p. 17), doutrina esta codificada pelo pedagogo francês Denizard Rivail (ou Allan Kardec), posteriormente ampliada e complementada. Não se trata, pois, de uma seita ou simples credo religioso, mas de todo um corpo científico e filosófico com conseqüências morais e valorativas. A questão pedagógica espírita está, por assim dizer, entranhada nos princípios doutrinários (Pries, 2004, p. 117), nas próprias obras escritas por Allan Kardec, que marcam a codificação da doutrina. Apenas encarada em seus aspectos filosóficos, científicos e religiosos, relacionando-os, é que se poderia garantir a laicidade da educação espírita. Analisada, no entanto, unicamente do ponto de vista religioso, poderia não ser possível tal afirmação em vista de uma possível tendência proselitista, o que poderia violentar consciências. Ocorre que, com base no proselitismo, não se poderia juntar à Doutrina Espírita um viés educacional por excelência, mas tão somente uma educação sectária, o que não se harmonizaria com seus próprios princípios.

Ainda segundo o filósofo citado, assim como a pedagogia cristã, entranhada nos Evangelhos, inspirou a criação das primeiras escolas cristãs e a elaboração dos primeiros manuais educativos do Cristianismo (Pires, 2004, p. 117-118), também a educação espírita, imiscuída nas obras básicas (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese – de Allan Kardec), teria influenciado a criação de diversas escolas, sendo a primeira delas no Brasil, o Colégio Allan Kardec, situado na pequena cidade de Sacramento-MG, fundado em 1907 pelo professor Eurípedes Barsanulfo (Novelino, 2003; Bigheto, 2006; Brettas, 2006).

Com efeito, cerca de três décadas após as afirmações de Herculano, uma tese de doutorado é defendida em 2001 pela jornalista e educadora Dora Incontri, intitulada Pedagogia Espírita: um projeto brasileiro e suas raízes histórico-filosóficas. Desde Sócrates e Platão, passando por Comenius, Rousseau e Pestalozzi, como pressupostos teóricos, e depois por educadores espíritas brasileiros, como continuadores, ela resgata as raízes da educação espírita, organizando, assim, os elementos necessários à consolidação de uma Pedagogia Espírita no Brasil.

A Pedagogia Espírita propõe a educação como o despertar do educando para sua autoeducação (Incontri, 2001, p. 287), tendo a clareza de que o uso que se faz do próprio livre-arbítrio traz consequências (que podem ser boas ou ruins), mas sem os impositivos de misticismos. Ressalta, ainda, que o Ser não é simplesmente um existente, como preconiza Sartre, mas um interexistente (Pires, 2004), cuja trajetória se desdobra nos dois planos da vida, o carnal e o espiritual, em milênios sucessivos de construção e reconstrução da própria caminhada, ou seja, de construção e reconstrução do próprio destino.

Entretanto, a imagem do Espiritismo como seita, ou sua análise apenas sob a ótica religiosa gera, em consequência, uma concepção de educação confessional, que se contrapõe, obviamente, ao conceito de laicização. A visão baseada em tradições religiosas, como acontece em nosso país, tão aberto ao sincretismo religioso, dá margens a uma interpretação mística ou mesmo mítica do Espiritismo (por parte até mesmo dos próprios espíritas), quando, no entanto, a própria Doutrina Espírita se coloca, por meio das obras básicas, como assentada num tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião.

É que o Espiritismo surge primeiramente como ciência experimental, ao observar e utilizar de métodos científicos próprios no estudo dos chamados fenômenos mediúnicos (que no início não se sabia ser mediúnico, o que foi comprovado apenas com as experiências – o próprio método foi sofrendo alterações à medida que caminhavam as pesquisas). Em seguida, surge o pensamento filosófico, como corpo teórico a explicar tais fenômenos; filosofia, esta, que se desdobra desde as propriedades da matéria e o psiquismo humano até os atributos de Deus e a formação dos mundos. Assim, percorrendo questões filosóficas como o sentido da existência, a ontologia do Ser e a existência de uma Inteligência Soberana como causa primeira de todas as coisas, ergue-se o sentimento religioso, como moralidade natural e ética universal frente às ilações trazidas da coesão entre a ciência e a filosofia espíritas.

O Espiritismo é, pois: 1) uma ciência com objeto e metodologia próprios, que observa os fenômenos mediúnicos e formula teses sobre o funcionamento destes fenômenos e do mundo espiritual, que a mediunidade permite entrever (Incontri, 2001, p. 32). Uma ciência que evidencia a existência real e concreta do Espírito; 2) uma “filosofia racional sem os prejuízos do espírito de sistema”, uma reflexão livre e dinâmica, deduzida a partir da evidência da imortalidade da alma, posta pela mediunidade (p. 33). Uma filosofia que, por argumentos racionais, conclui pela existência de Deus, a imortalidade da consciência humana e a progressividade evolutiva de todos os seres; 3) uma revelação religiosa, porque pela mediunidade, os Espíritos propõem teorias teológicas e morais, filosóficas e cosmológicas. Também este conteúdo revelado pelos Espíritos passa pelos critérios da racionalidade filosófica e do referendum científico (p. 34). Uma Religião que, embasada em sólidos valores ético-morais, construídos desde a filosofia socrática, passando pelo Cristianismo primitivo e pelo Iluminismo, reúne novamente Ciência e Filosofia.

Como nos advertia o próprio Allan Kardec, que ninguém, portanto, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; liga-se a todas as questões da metafísica e da ordem social; é todo um mundo que se abre ante nós (1998b, p. 44).

Uma vez, portanto, compreendida a questão religiosa que o Espiritismo nos apresenta, voltemos à questão da educação laica levantada. Herculano Pires, no que diz respeito a essa laicidade, nos esclarece:

Como encarar o problema da laicidade e da democratização do ensino na Pedagogia Espírita? A laicidade surgiu historicamente como exigência de uma época de predomínio das religiões dogmáticas e coercitivas na Educação. A Pedagogia Espírita supera naturalmente esse problema, pois o Espiritismo é uma doutrina aberta e livre. Assim, a democratização do ensino se apresenta como elemento integrante da própria Pedagogia Espírita. Não há nem pode haver, nessa Pedagogia, nenhuma intenção sectária ou salvacionista do tipo restrito. A Pedagogia Espírita não tem por objetivo moldar o educando, mas ajudá-lo a desenvolver suas potencialidades e realizar livremente a sua perfectibilidade. (2004, p. 183)

Dessa forma, entendemos que a visão despertada pela Filosofia Espírita da Educação, embora seja uma condição essencial para o educador que se pretende espírita, não pode ser meio de doutrinação, de convencimento, de se fazer prosélitos ou de conversão do aluno. Assim, a ideia de catequese é afastada.

Entretanto, a Filosofia Espírita da Educação e seus principais teóricos não têm sido seriamente levados em consideração no estudo acadêmico, embora o Espiritismo já faça parte de nossa cultura nacional (e não apenas do ponto de vista religioso), embora já existam inúmeras escolas sob a bandeira espírita, embora já tenham sido realizados diversos congressos em todo o país (do Ceará ao Paraná) com esta temática, embora vários trabalhos (monografias, dissertações e teses) tenham sido realizados com este tema, embora já existam cursos de pós-graduação lato senso em Pedagogia Espírita, e embora já existam associações pedagógicas espíritas em distantes regiões do país.

Mas não se estuda Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, ambos filósofos católicos, sem receio? Não se estuda Lutero, da corrente protestante, sem preconceitos? Não se estuda Nietzsche e Heidegger, sem medo de suas filosofias niilistas? É algo a se pensar.

O que teria provocado isso que parece um implícito e estranho pacto de silêncio, em torno de uma filosofia, que teve sua projeção na Europa do século XIX e continua conquistando adeptos, 150 anos depois? (Incontri, 2001, p. 21)

Não saberíamos responder com a devida eficácia à questão proposta por Dora Incontri, mas fato digno de nota é que a Filosofia Espírita tem raízes profundas em Sócrates e Platão (Kardec, 1998a, p. 30), desenvolvendo-se, porém, em meio ao pensamento científico europeu do século XIX, e sua vertente educacional passa por Comenius, Rousseau, e Pestalozzi (Incontri, 2001, p. 111), de quem herda Allan Kardec (o codificador da doutrina) suas concepções pedagógicas.

No campo da História da Educação, se essa concepção alcançar relevância, é uma obrigação compreendê-la e estudá-la. Temos, no entanto a contribuição original, brasileira, de Eurípedes Barsanulfo, Herculano Pires, Anália Franco, Tomás Novelino, Ney Lobo, Pedro de Camargo, como exemplos de uma nova pedagogia (Incontri, 2004b), que é a Pedagogia Espírita. Acreditamos que já temos a relevância suficiente.

1 – Introdução; 2 – A Proposta Educacional Espírita; 3 – A Escola Espírita

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4 Respostas para “Pedagogia Espírita – 1 – Introdução

  1. Também acho que o espiritismo deveria integrar melhor os estudos na universidade, no entanto, eu objetaria contra a pretensão de que ele entre na universidade da maneira como ele próprio se concebe. Se fosse sugerido que o Espiritismo simplesmente integrasse a Teologia, com seus próprios pressupostos religiosos sendo ofertados ali, creio que ninguém objetaria, no entanto, quando você coloca que: “Também este conteúdo revelado pelos Espíritos passa pelos critérios da racionalidade filosófica e do referendum científico”, trata-se de algo que as Humanidades fora da Teologia não irão acatar. Mesmo existindo toda uma tradição de teologia racional, por exemplo, não é aceito que o catolicismo seja uma ciência tal como a física ou a história, mas somente outra filosofia, outra religião.

    Assim, embora os espíritas creiam que o que fazem é ciência, essa crença por si mesma não torna o espiritismo ciência aos olhos das humanidades, não faz com que ela deixe de ser religião. O catolicismo, o judaismo, por exemplo, só conseguem entrar na universidade (mantendo os seus pressupostos) por meio da Teologia, que é o patinho feio das humanas e só ganhou reconhecimento recentemente, sem que houvesse qualquer debate público sobre isso. Dentro das demais ciências, tais religiões continuam sendo religiões, a despeito do que pensem sobre si mesmas.

    Para que o espiritismo entrasse sem preconceitos na universidade seria preciso que ele se sujeitasse aos critérios de racionalidade que as humanidades estabelecem, o que duvido que ocorrerá.

    Além disso, seria necessário precisar bastante o que significaria a entrada do espiritismo na universidade, pois, por exemplo, na Filosofia, muito do que temos lá, embora seja religioso, não está lá por conta disso. Estudar Platão, Maimônides ou Tomás não tem relação com a religião deles, propriamente, mas com o fato de que são filosófos inovadores, extremamente capazes, que podem ser apropriados por qualquer um, independentemente de sua crença. Por enquanto, que eu saiba, o espiritismo ainda não tem um filósofo que force sua entrada dentro da academia por ser bom demais. Eu fiz uma análise de um livro do Herculano, esses tempos, e é bem ruim:

    http://aoinvesdoinverso.wordpress.com/2013/08/19/resenha-os-filosofos-herculano-pires/

    Seria preciso que um filósofo espírita fosse bem mais que um filósofo que professa o espiritismo.

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    • Olá, camarada!

      É exatamente isso que você falou: “Estudar Platão, Maimônides ou Tomás não tem relação com a religião deles, propriamente, mas com o fato de que são filosófos inovadores, extremamente capazes, que podem ser apropriados por qualquer um, independentemente de sua crença.”

      A obra que você fez análise, do Herculano Pires é um resumo de anotações pessoais, praticamente, para um público leigo em filosofia: os próprios espíritas. Aconselho a você os livros em que ele trata de Filosofia Espírita. Outro autor que recomendo é Ney Lobo, principalmente a obra, em cinco volumes, “Filosofia Espírita da Educação”. Na veia mais científica, recomendaria Hernani Guimarães Andrade e Jorge Andréa.

      De qualquer modo, o Espiritismo já é objeto de estudo na academia há um tempo, com visões de fora, que embora importantíssimas e esclarecedoras, têm apenas a visão de um lado do cubo. É preciso que os espíritas também se façam ouvir (racionalmente mais que apaixonadamente), e que suas visões sejam também levadas em consideração. Não apoio o proselitismo ou a pura apologia, mas o silêncio em torno do Espiritismo é incondizente com sua influência intelecto-moral no Brasil (principalmente).

      Você tem razão ao dizer que “seria preciso que um filósofo espírita fosse bem mais que um filósofo que professa o espiritismo”, por isso recomendo as leituras acima. Mas Platão, esse sim, está na universidade por sua cosmovisão 100% baseada em sua concepção religiosa.

      Um abraço e obrigado pelo comentário.

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  2. Olá, amigo,

    Agradeço suas referências ao meu trabalho “Educação e Evolução”, em seu texto.
    Gostaria de saber se você, ao buscar o mesmo no site “terra espiritual.org”, salvou em seu computador, porque ele não está mais disponível naquele endereço e a cópia de que eu dispunha está corrompida.
    Se tiveres, gostaria que me enviasses, por gentileza.
    Grato.

    Abraço, Marcelo Henrique.

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